A votação da reforma trabalhista no plenário começou (ou começaria) de forma conturbada na manhã desta terça-feira, (11). A disposição do presidente em optar por não modificar termos que tratam dos direitos de mulheres gravidas e lactantes do texto aprovado na Câmara Federal fez com que Senadores de oposição ocupassem todas as cadeiras da mesa diretora da casa e protesto. A sessão de votação foi suspensa é a luz do plenário cortada.

Quando a sessão foi interrompida, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) tinha acabado de falar sobre a retirada de direitos das mulheres, como a permissão para grávidas e lactantes trabalharem em ambiente insalubre. Ao chegar à Mesa Diretora do Senado, O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), encontrou todos os lugares ocupados pelas senadoras de oposição, o que impediu que ele se sentasse em seu lugar.

A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) afirma que a medida foi adotada para impedir que as mulheres expusessem seu ponto de vista sobre a reforma.

Nas redes sociais os parlamentares aproveitaram para fazer transmissões de vídeos e expor seus pontos de vistas sobre a falta de modificação do texto da proposta, a interrupção da sessão e a queda de energia que segundo elas foi causada propositalmente pelo presidente Eunicio.

Eunício saiu do plenário afirmando que a sessão de votação será retomada “quando a ditadura deixar”.

As senadoras de oposição Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM), Regina Sousa (PT-PI) e Lídice da Mata (PSB-BA) mantêm a ocupação da Mesa Diretora. Neste momento, elas almoçam.