VOCÊ SABE POR QUE SEMPRE QUEREMOS CHEIRAR O PUM QUE SOLTAMOS?

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Imagine a situação: você chega no prédio em que vai trabalhar, aperta o botão do andar, distribui sorrisos breves de bom dia para pessoas que estão fazendo o mesmo, até que alguém desagradavelmente solta um peido no elevador.

O local está fechado e você imagina o tamanho da vergonha que essa pessoa esteja sentindo, a ponto de não conseguir disfarçar. Bom, você pode estar enganado: pesquisas científicas já apontaram que nós sentimos prazer em sentir ocheiro do próprio pum.

“Nosso peido tem uma espécie de ‘marca’ que nosso nariz consegue diferenciar”, explicam Rachel Salt, Mitchell Moffit e Greg Brown do canal do YouTube AsapSCIENCE.

Cheiro ruim

Entretanto, quando se trata de cheirar o peido alheio, existe uma resistência muito grande. Isso acontece porque o ser humano associa o mau cheiro ao que especialistas da Universidade da Pensilvânia chamaram de “aversão a indutores”, relacionados a comida, animais, produtos corporais, sexo, violações do corpo, higiene e morte. “O que todos eles têm em comum é que nos relembram de nossa animalidade e, especialmente, nossa mortalidade”, diz a pesquisa, realizada em 1993.

O peido alheio nos ofende não apenas pelo odor, mas por ativar uma parte que alerta nosso cérebro dos possíveis danos ao nosso corpo. “Odores indesejáveis geralmente são associados a traços indesejáveis”, diz o resumo de uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh.

Eles realizaram uma pesquisa com ‘doadores de odores’ para avaliar como eles reagiam quando se deparavam com os ‘cheiros’ dos outros. “Eles avaliavam o próprio cheiro como os mais agradáveis”. Além do mais, eles “demonstraram capacidade marginal de conseguir detectar o próprio odor”.

DIANE DIEDERICH/ISTOCK

O mais curioso de tudo é que nosso incômodo, que representa uma resistência a algo ruim, faz completo sentido. Os peidos realmente podem afetar nossa saúde: eles contêm a substância streptococcus pyogenes, que pode causar uma doença patogênica que inflama bolsas ovais de tecido na parte de trás da garganta (amigdalite), além de febres com vermelhidão, doença cardíaca, entre outras. Seria como se o peido fosse “expelido como matéria ou partículas fecais no ar”, como diz o AsapSCIENCE.

Claro que esse risco só existiria se as pessoas fizessem cocô nas ruas. O peido do outro é só um ‘alerta’ de algo que pode nos prejudicar. Melhor cheirar o nosso mesmo.