A Câmara Municipal de Vereadores de Umbaúba retomou na noite da ultima quarta-feira (9), os trabalhos legislativos e as sessões ordinárias para o segundo semestre de 2017. Dos 11 parlamentares eleitos para a casa, 10 estiveram presente sendo registrada apenas a ausência de Deni (PT) por se recuperar de uma pequena cirurgia.

O retorno aconteceu após um longuíssimo período de recesso parlamentar de quase 2 meses da casa. O extenso período de descanso foi alvo de muita atenção e discordância dos munícipes que se utilizaram das redes sócias (espaço de livre debate) para demostrar seu descontentamento. Mesmo tendo em vista que a demora no retorno se deu devido a reforma realizada no prédio, as criticas foram duras e ganhou a atenção dos vereadores ao utilizarem a tribuna.

Mesmo os parlamentares afirmando por repetidas vezes que não se deixam levar pelo que se é falado nas redes sociais, o que podemos presenciar na noite de ontem foi certo incomodo, um descontentamento para parte dos parlamentares quando o assunto foras às criticas em redes sociais. Houve que tratasse o assunto como desrespeito devido as frases empregadas em alguns discurso e outros como desconhecimento de causa e até inveja.

A vereadora Celene da Silveira no uso da fala reclamou das redes sociais, que segundo, ela fala de mais e sem especificar vereadores acabam por atingir a todos, mesmo quem não tem nada com isso. A reclamação referiu-se a uma critica portada em um grupo de whatsapp quando na feita, um participante convidou outro para ir a Câmara e este respondera que ‘preferia ir a um circo’.

“Quem achar que aqui é um circo acompanhe mais para ver que as coisas acontecem, pois os palhaços ainda fazem graça. Quem não tiver satisfeito que pinte a cara e vá pra rua pedir votos e venha para cá fazer companhia no circo”, disse a vereadora.

A medida que a sessão continuava, outros parlamentares faziam uso da tribuna e deixavam expresso o seu descontentamento com as reclamações que para eles resumia-se no entendimento de terem sido chamados de palhaços na frase postada no Whatsapp.

A vereadora Luziene (Lia Fortunato) disse que “Se alguém disse que somos palhaços eu nem sabia, mas isso também não me atinge, pois nunca fui de circo. Quem acha que não fazemos nada e por isso chama de palhaço é porque não conhece nosso trabalho, não sabe que trabalhamos além das sessões”.

Já para o vereador Caio, as reclamações em redes sociais e grupos de bate papo não passam de modismo. “Existe hoje em dia um modismo de se reclamar de tudo. Sabemos que o nosso sistema politico é democrático. Infelizmente nem todo mundo se polícia quanto às palavras é acabam ferindo pessoas para simplesmente satisfazer o seu ego. Quero dizer-lhes que esse tipo de pessoas não merece olhares”, disse o vereador.

A medida que a tribuna ia sendo utilizada pelos parlamentares, as criticas feitas por eles às criticas recebidas nas redes sociais só aumentava. “O mesmo cidadão que diz isso não olha para o ‘próprio traseiro’, não olha para traz para ver os próprios rastros, não passa de uma pessoa apagada e que tenta aparecer denegrindo os outros, chamando de ladrões. Não corroboramos com o que acontece em Brasília e por isso não me ofende. Continuaremos com a obrigação que é de legislar e corroborar para uma boa transparência e boa gestão”, completou Caio.

Em tom mais intimidador o presidente da casa manifestou sua opinião antes mesmo de fazer uso da tribuna. Em a parte ele disse que, O último que chamou essa Câmara de circo recebeu um processo e pagou e se qualquer vereador se sentir ofendido essa casa apoiará com o jurídico para abertura de processo”, disse ele após repetir o rito dos demais de dizer que isso não o incomoda.

As falas na tribuna se seguiram e Ricardo também tocou na questão do suposto ‘circo de vereadores’ e o rito de na me abala foi a pedida. Para ele tudo é apenas ignorância do povo quanto ao trabalho deles.

“Não senti nada que me atingisse quando disseram que aqui era circo, pois todos que estão aqui é por merecimento, por vontade do povo. Essas pessoas que dizem isso são pessoas pequenas e isso não me importa, são pessoas apagadas e que só querem se aparecer” e continuou dizendo que “as pessoas deveriam acompanhar os trabalhos dos vereadores além das sessões, pois ninguém fala que trabalhamos muito, ficam só achando que ganhamos muito, que dá pra fica rico e não conhece o nosso trabalho. Vamos nos preocupar com o nosso trabalho e deixar de lado o que essas pessoas pensam e falam em redes sociais”, ressaltou.

A sessão seguiu e as reclamações por causa das reclamações de munícipes em redes sociais e grupos de bate papo também e para não trocar o rito seguiu-se a mesma levada de reclamar do termo utilizado, mas dizer que “o que vem de baixo não me atinge”, o que nos pós a questionar as tantas falas sobre algo tal banal e inofensivo.