Ia esperar um pouco para escrever esse texto, mas decide escrever logo hoje. Sim, hoje porque as emoções que quero colocar nesse texto ainda estão quentes e fresquinhas. Não sei se vocês notaram, mas no meu texto anterior comentei um pouco sobre todas as aulas que tenho na semana. Apontei as qualidades dos meus mestres com todo carinho. Vocês perceberam que não falei nada sobre a aula de segunda feira? Não foi sem querer. Aquilo foi intencional. Eu quis escrever exatamente daquela forma. Apenas estava esperando o momento certo para escrever sobre esse professor. Sem falar que o meu silêncio naquele texto também era um comentário.
Professor Alexandre Alvares… tem tantas coisas que poderia falar sobre ele que nem sei por onde começar. Esse foi um dos poucos professores na Anhanguera que gostei logo de cara. Vocês podem estar pensando: “Como assim Ana, você sempre foi apaixonada por todos os seus professores!” Sim, é verdade! Mas eu sou uma pessoa como qualquer outra e as vezes também faço julgamentos preconceituosos quando vejo alguém pela primeira vez. Para isso preciso dar um exemplo. O professor Pael é meu professor preferido, mas isso não foi desde o inicio do ano. Na primeira vez que eu o vi a primeira coisa que eu pensei foi: “Ele tem cara de politico safado.” Isso porque ele estava usando terno e tinha aparentava ser uma pessoa séria. Espero que ele não fique bravo comigo por causa desse comentário infeliz. Sinto vergonha de ter pensado isso dele, mas aconteceu sem que eu permitisse. Nada pessoal gente, isso acontece com todo mundo, mas como esse professor foi diferente.
Em uma sexta feira cansativa como qualquer outra esse professor conseguiu fazer com que a aula fosse uma das melhores da semana. Seu humor conseguiu nos contagiar. Sua vontade intensa de dar aula nos deu mais energia. Uma vontade imensa de querer aprender novas algo novo aumentou. Já era apaixonada em estudar história e filosofia, mas esse professor me fez morrer de amores por essas disciplinas. Também posso afirmar que nesse semestre ele esta sendo o maior culpado pelo fato de que a cada dia que se passa me apaixono mais e mais pelo jornalismo.
Tudo o que que citei acima me deu inspiração para homenagear esse grande mestre. Mas existe algo especial que fez esse texto sair de dentro da minha mente. E sabem qual é esse motivo? Nada mais nada menos que o fato dele se importa de verdade com os alunos. Para que vocês entendam isso preciso contar algo que aconteceu ontem. No finalzinho da aula falei para ele sobre as dificuldade enormes que tenho para falar em público. Pensei que ele fosse dizer que infelizmente era tarde demais e que isso era coisa que já deveria ter aprendido. Pensei assim porque a maioria dos professores na escola comentavam isso. Eu ficava com o maior medo de pedir ajuda, quando finalmente conseguia juntar coragem eles apenas falavam que era tarde. Mas o professor Alexandre não falou nada disso. Ele parou, pensou e então disse: “A partir de segunda feira você vai me ajudar a dar aula, assim você se acostuma a vir falar aqui para frente.” Ao dizer isso ele me olhou de uma forma que me transmitiu grande confiança. Nunca vou me esquecer desse dia. Nunca vou me esquecer do quanto ele se importou comigo.
Os passeios que ele fez com minha turma é algo que não poderia deixar de escrever. Nesses eventos a gente não apenas aprendeu coisas novas. Entramos em contato direto com o conhecimento. Não existe forma melhor em que um professor poderia presentar um aluno. Lanches ou doces acabam em minuto. Roupas rasgam. Livros com o tempo rasgam ou ficam desatualizados. Flores murcham. Qualquer outra coisa o tempo desfaz de alguma forma. Mas aulas como as do passeio ficam marcadas no aluno para sempre. Quando compartilhadas viram presentes eternos