Pela primeira vez irei falar sobre outro estado. Resolvi que nesse texto falarei sobre algumas cidades do Goiás. Pode até parecer que não tenha a ver com o tema do blog, mas conforme forem lendo perceberão.

Antes de começar a escrever pensei bem se colocaria fotos e achei melhor não colocar, afinal de contas não tenho a intenção de provar nada para ninguém, apenas relatar algumas coisas que observei. Talvez o governador nem vai ler esse texto e provavelmente nada irá mudar.

Nesses dias visitei o Céu Azul, Valparaíso I e II. E nem era para fiscalizar nada (como alguns já devem estar pensando) e sim fazer passeios para ser bem sincera, mas não pude deixar de observar certas coisas. A primeira coisa que notei que me fez perceber que estava fora do DF foram as viaturas (por serem diferentes fiquei olhando como se fossem algo de Marte… kkkk juro que pensei que todas os modelos fossem o mesmo) sem falar que fazendo uma boa comparação, as daqui são melhores. Raramente vi viaturas, em todas as vezes que fui (foram tantas vezes) vi viaturas 3 vezes, já aqui vejo viaturas nas ruas mais de 3 vezes apenas na parte da manhã.

 

Outra coisa que notei foram os ônibus. Os de lá parecem ser bem piores que os do DF da época que era pequena. Aqueles ônibus parecem ser bem velhos. Os do DF por exemplo são mil vezes melhores: Sem o motor na frente, sempre limpos, câmeras de segurança em todos os cantos e até uma TV plasma.

O asfalto, ao menos pelo que notei em certo lugar do Céu Azul é a pior parte. Se aqui tem buraco lá tem crateras. O motorista desvia de um e acaba caindo em outro. Aquele asfalto é uma vergonha total! E alguns motorista? Por alguns minutos fiquei pensando se existia leis de transito naquele lugar. Na minha humilde opinião sempre pensei que dirigir era cada um cuidando do outro. O motorista tendo cuidado com o carro da frente e o detrás, com o pedestre e vise versa. Só que no Céu Azul por exemplo é cada um por si. Notei isso quando estava no carro da amiga da minha  mãe, estávamos em uma pista de mão dupla quando do nada apareceu outro carro vindo em sentido contrário e se nós e os carros de trás tivéssemos ficado no mesmo lugar ele teria passado em cima de todos com tudo.

E por fim o lixo. Em todos os lugares que eu olhei tinha lixo, como em frente de casas e esquinas. Se conseguirem matar todos os mosquitos da dengue do DF, os que conseguirem fugir terão o GO como um ótimo lugar para se refugiar. Sem falar das milhares de fossas transbordando que encontrei. O que me deixou mais triste foi ouvir da amiga da minha mãe (moradora do Céu azul) que aquilo era normal e que acontecia com frequência. E quando pensei que aquilo já era demais para atrair mosquito da dengue fico sabendo que quando la chove alaga as ruas e muito. E nem preciso dizer como é que fica aquelas “crateras” depois da chuva, mais um ninho para o mosquito da dengue.

Depois de ter observado todas essas coisas pensei: Pra que mesmo militarizar as escolas? Pode ser verdade que funcione para tirar as crianças e os adolescentes das drogas, mas talvez esse não seja um do único motivo. Afinal de contas uma escola militar não foi feita para formar seres pensantes, mas sim seres que sabem obedecer a ordens, cantar o hino nacional e que a acreditar que ditadura militar na qual eles chamam de revolução militar é algo que serve para “educar as pessoas” e “torna-las civilizadas”.

Com um método de ensino em que é proibido questionar dificilmente terá alguém que vai buscar melhorias. A maioria  não vai se importar com os problemas que tem nos hospitais e escolas, crateras no meio da pista, lixo espalhado em todos os lugares, fossas transbordando aumentando a chances de ter focos de dengue. Para o governo deve ser uma maravilha, pois o povo é educado a não questionar o que esta errado e o governo finge não ver, finge não se importar.