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Um diagnóstico pode ter motivado o ataque ao vice-diretor clínico do hospital Sírio-Libanês, o urologista Anuar Ibrahim Mitre, de 65 anos.

Mitre foi baleado três vezes, na tarde desta segunda-feira (15), pelo ex-médico Daniel Edams Forti, de 42 anos. Após disparar contra o vice-diretor, Forti cometeu suicídio.

PM em frente ao Sírio; no detalhe acima, Mitre; abaixo, Forti.
PM em frente ao Sírio; no detalhe acima, Mitre; abaixo, Forti.

O crime ocorreu dentro do consultório do vice-diretor do Sírio, no conjunto 44 do edifício Medical Center, na rua Adma Jafet, Bela Vista, em frente ao Sírio.

Atingido na cabeça, costas e braço, Mitre segue internado no hospital — o Sírio-Libanês não divulgou informações sobre o estado de saúde do médico.

De acordo com a secretária de Mitre, Forti — cujo registro de médico consta como “cancelado” no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro — era paciente de vice-diretor do Sírio havia cinco anos, desde que sofreu um acidente de trânsito.

Nesta segunda, ele não tinha consulta com Mitre, mas teria recebido um resultado recente e ido ao consultório para pedir um “encaixe”. Ao ver o vice-diretor do Sírio, Forti o teria xingado e atirado cinco vezes — dois tiros acertaram a parede.

O caso é investigado pelo 4º DP (Consolação). Nesta segunda-feira, peritos do Instituto de Criminalística estiveram no consultório de Mitre para analisar a cena do crime.

Especializado em urologia, Mitre atua também no conselho consultivo do Instituto de Ensino e Pesquisa do hospital e no departamento de Laparoscopia da Sociedade Brasileira de Urologia.

O médico é ainda professor associado na USP, tanto nos cursos de graduação como de pós-graduação. Mitre também lecionou na França, como assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina Necker Enfants-Malades da Universidade de Paris 5.

O hospital Sírio-Libanês é considerado um dos mais importantes da capital. A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já foram atendidos no hospital.

INFO: R7