O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apresentou na manhã desta segunda-feira, 5, na Sala de Imprensa Radialista Júlio César, os detalhes da investigação sobre uma tentativa de homicídio cometida contra o advogado Antonio Mortari.  Foram presos: Clemilton de Almeida Agapito, 61 anos; Anderson Santana Souza do Nascimento, 27 anos; Marcus Henrique Coelho de Souza, 53 anos.

As investigações foram conduzidas pela primeira Divisão do DHPP e o crime ocorreu no dia 4 de agosto, na avenida Barão de Maruim. As investigações, conduzidas em parceria entre o DHPP e a Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), duraram quatro meses e as prisões dos acusados aconteceram na sexta-feira, 2.

Segundo a delegada Thereza Simony, responsável pelas investigações, o advogado  estava aconselhando ao seu cliente, que é sócio minoritário de uma empresa, de que os investigados estavam apresentando documentação de terras que não existiam.  O coordenador do DHPP, delegado Jonathas Evangelista, acompanhou todas as investigações.

“Começamos as diligências no local do crime, vimos que o carro de Dr. Antonio Mortari  foi atingido na porta esquerda com vários tiros concentrados, denotando a intenção de execução, já que ele não foi abordado. Nós chegamos a uma hipótese que era a venda de uma empresa, localizada no município de Estância. Os empresários que pegaram essa empresa estavam sendo questionados, pois eles compraram uma cota de 60% e havia um outro sócio minoritário, cujo advogado era Antônio Mortari. O próprio advogado estava advertindo ao sócio que aquela documentação apresentada aos compradores poderia ter alguma irregularidade”, relatou a delegada.

De acordo com Thereza Simony, a operação ocorreu na sexta-feira, 2, e contou com o apoio da diretoria do DHPP, que se deslocou até a cidade de Salvador, onde foi feita a prisão de Anderson. Uma equipe do Cope realizou a prisão do empresário Clemilton Agapito, no trajeto de Salvador para Aracaju; e o acusado Marcos Henrique foi preso em Aracaju, no bairro Augusto Franco. O delegado-geral, Alessandro Vieira, parabenizou o trabalho do DHPP e agradeceu pelo estimulo e acompanhamento da OAB durante o período das investigações.

O advogado Aurélio Belém, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), acompanhou toda a investigação, ressaltou o trabalho da polícia e prestou apoio ao colega advogado. “E como não poderia ser diferente, estamos aqui hoje para selar definitivamente essa parceria e já adiantar que a OAB estará acompanhando o desenrolar do final da investigação, bem como a futura ação penal  que fora instaurada para apurar judicialmente esse bárbaro crime. Seremos bravos, lutadores em conjunto para impedir e deixar esse recado e dizer que o crime não compensa”, concluiu.