Os servidores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (SINTESE) de 15 municípios realizaram uma manifestação, na manhã desta terça-feira, 23/09, em frente ao Tribunal de Contas do Estado, em Aracaju. A manifestação que contou com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), tinha como principal reclamação feita pelos servidores o atraso no pagamento de salários.

“Viemos aqui para cobrar que o Tribunal de Contas tome uma posição diante do absurdo que está acontecendo. Tem salário do ano passado que não foi pago até agora”, denuncia Professor Dudu, presidente da CUT.

Servidores de 15 municípios fazem manifestação em frente ao TCE (Foto: Daniel Soares / G1)
Servidores de 15 municípios fazem manifestação em frente ao TCE (Foto: Daniel Soares / G1)

Entre os municípios que tinha servidores participando do ato estão, São Cristovão, Umbaúba, Campo do Brito, Porto da Folha, Graccho Cardoso, Pacatuba, Cristinápolis, Neópolis, Aquidabã, Propriá, Ilha das Flores, Pedrinhas, Gararu, Boquim e Riachão do Dantas. Com o ato os servidores cobraram também uma posição mais atuante do tribunal.

Os manifestantes alegaram que servidores de várias funções estão com salários e gratificações atrasadas em todos os municípios presentes ao ato – algumas desde o ano passado. “Eles dizem que tem o desejo de pagar. Mas desejo não faz feira e nem enche barriga. Tem prefeito que não pagou até agora o salário do mês passado”, reclama o professor Jonas Vidal. Funcionários das Prefeituras de Boquim e Riachão do Dantas, ele sofre duplamente com o atraso nos pagamentos.

Uma comissão formada por sindicalistas e funcionários das prefeituras foi recebida pelo conselheiro Carlos Pinna, presidente do TCE. Eles expuseram a situação grave em que se encontram os trabalhadores dessas cidades e cobraram uma posição mais enérgica do tribunal em relação às prefeituras.

“É importante entender que o salário é uma questão fundamental para esses funcionários. Queremos uma fiscalização maior por parte do Tribunal de Contas. Também acionaremos o Ministério Público e o Tribunal de Justiça para que se resolvam essas pendências”, garantiu Ângela Melo, presidente do Sintese.

atoO presidente do TCE disse que já vinha acompanhando a situação dos servidores e prometeu tomar uma atitude. “Estamos muito sensibilizados com essa situação. A partir de agora, seremos mais específicos. Vamos analisar a situação de imediato e em 30 dias teremos um resultado”, prometeu Carlos Pinna.

Umbaúba

Segundo o Jornal da Cidade que estava em circulação nas bancas na manhã dessa terça-feira, 23/09, os professores de Umbaúba estariam em greve desde o ultimo dia 20 de agosto, segundo informou ao Jornal a Diretora Estadual de base do SINTESE Sandra Moraes. Ainda segundo o jornal, Sandra teria informado que os servidores de Umbaúba estariam às margens de completar 90 dias de salários atrasados.

Algumas das informações contidas no texto não condizem com a realidade dos servidores no município no momento atual. Na semana passada, depois de mais de 70 dias de atraso (isso sim comprovado) a gestão municipal efetuou o pagamento do funcionalismo público, contestando assim a suposta afirmativa da representante de base dada ao veículo.