Foi entre nesta semana à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) a proposta de criação da norma regulatória do limite político-administrativo entre os estados da Bahia e Sergipe. A proposta impõe uma nova divisão territorial aos dois estados.

O estudo levou um ano para ficar pronto e envolveu procuradores, deputados estaduais, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representantes da Secretaria de Planejamento dos dois estados. A proposta agora será analisada pela Assembleia Legislativa de Sergipe

A Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e a Assembleia Legislativa vão ter a missão de revisar os limites dos 75 municípios e vai ser ressaltada que será formada comissão especial para tratar dessa pauta.

As leis e dados cartográficos existentes que comprovam a divisa desses estados são dos anos 40 e eles alegam que há defasagem nas informações. Segundo os representantes desse grupo, a legislação da época não descreve com precisão as divisas estaduais brasileiras, situação que tem provocado conflitos territoriais interestaduais dificultando a ação dos governos. Para fazer esta correção, eles usam coordenadas geográficas.

Ao Sul de Sergipe poderão mudar os limites dos municípios de Indiaroba, Cristinápolis, Tomar do Geru. Na Região Centro Sul os municípios de Tobias Barreto, Poço Verde e Simão Dias. Na Região Agreste Central, o estudo topográfico mostra mudanças nos limites de Pinhão e Carira. No Alto Sertão, mudanças no mapa de Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre, Poço Redondo e Canindé de São Francisco. Em alguns casos, municípios sergipanos perderiam território para a Bahia. Monte Alegre, por exemplo, perderia cinco povoados.