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Após 50 anos de história no setor de transportes interestadual, a Bomfim encerrou a suas atividades. Para falar sobre o fato, José Carlos Silva, superintendente da empresa, conversou com a imprensa na manhã desta quinta-feira (18), em um hotel de Aracaju. Ele ponderou sobre a situação de funcionários e fornecedores e também o futuro da Bomfim a partir de agora.

bomfim

José Carlos conta que, com a perda das linhas interestaduais que possuía, a empresa foi obrigada a demitir os 350 funcionários que possuía. “A partir de hoje, eles estão desempregados”, garante. Contudo, o superintende afirma que ninguém ficará desamparado todos irão receber aquilo que for de direito.

“A empresa faz questão de honrar as dívidas com todos. Não existe a possibilidade de alguém ficar sem receber. O que queremos primeiro é pagar os trabalhadores. Após isso, vamos pagar os fornecedores”, diz.

No lugar da Bomfim, passam a operar as empresas Águia Branca e Rota Transportes, que irão atuar nas linhas entre Sergipe, Alagoas e Bahia. Essa é a esperança maior para que os ex-funcionários da Bomfim não fiquem sem emprego.“Estamos trabalhando junto ao sindicato para que eles sejam absolvidos pelas empresas que irão operar a partir de agora ou pelas demais que já estavam atuando”, revela José Carlos.

Sobre futuro da empresa, o superintendente alega que o foco não é esse neste momento. “Queremos agora resolver o que está pendente. Só depois disso é que iremos ver como iremos operar a partir de agora”, assegura. A meta também é reduzir custos – a garagem que a empresa utiliza atualmente é alugada e deverá ser entregue. “Vamos utilizar uma menor”, conta.

Dona de uma frota restante de 80 veículos, que não podem ser vendidos por questões judiciais, o caminho mais provável para a Bomfim é atuar com outros segmentos como fretamento e transporte escolar. “Vamos ao mercado buscar serviço para esses veículos”, garante José.

INFO: G1