A reforma trabalhista foi à votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado nesta terça-feira (20) e teve como surpresa o voto contrario a proposta do senado por Sergipe Eduardo Amorim que milita atualmente no PSDB, partido aliado ao governo Temer. O voto desfavorável de Amorim deu um pequeno empurrão em Temer, que já estava à beira do precipício.

Amorim tivesse votado com o partido, a reforma teria passado pela comissão. A votação terminou em 10 a 9 pela rejeição da proposta de Ricardo Ferraço eu um questionamento no ar. Será que o PSDB se sustenta ainda com Temer ou isso foi um voto isolado?

PMDB EM DISCORDÂNCIA?

Além do voto decisivo pela rejeição da reforma trabalhista que veio do tucano Eduardo Amorim(SE), o partido do presidente o PMDB teve que engolir ainda o voto contrario do  senador Hélio José, do próprio PMDB.

Desde ontem que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) tenta amenizar a crise no governo criada após os votos contrários de Hélio José (PMDB-DF) além de Eduardo Amorim o PSDB e Otto Alencar (PSD-BA) que levou a derrota da proposta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A Derrota na votação da reforma trabalhista mostra excesso de confiança e o presidente interino do PSDB Nacional, senador Tasso Jereissati culpa Temer por desarticulação na derrota da reforma trabalhista na comissão.

Jucá saiu em defesa do PSDB e considerou menos grave o caso de Amorim, em função de problemas familiares, sua esposa é do Ministério Público do Trabalho. “Não há responsabilidade do PSDB na derrota da CAS, que foi inócua. O PSDB deu um voto contrário, como deram um senador do PMDB e outro do PSD”, disse Jucá.

O líder governista defendeu ainda que tem que votar as reformas, na Câmara e Senado, “de qualquer jeito”. Ele argumentou que o País não pode ficar parado e garantiu que, apesar da crise política, esse é um governo de “decisão”. Mesmo com risco de derrota no caso das reformas da previdência e trabalhista, Jucá disse que tem que votar para ganhar.

“Tem que votar de qualquer jeito. Tem que mirar num ponto da trave e bater o pênalti”, disse Jucá.

Apesar da derrota inesperada, o governo aposta suas fichas na aprovação do texto no plenário.