PRESO POR INCENDIAR CÂMARA DE VEREADORES EM CRISTINÁPOLIS TEMPEDIDO DE PRISÃO PRORROGADO

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O ministério público do estado de Sergipe (MPE/SE) pediu nesta quarta-feira (13) a prorrogação da prisão temporária de um dos três presos acusados de atear fogo nas dependências da Câmara Municipal de Vereadores de Cristinápolis em 12 de fevereiro deste ano. O pedido de prorrogação foi feito pelo promotor de justiça Peterson Almeida Barbosa, da Comarca de Cristinápolis.

Está preso temporariamente Israel Maciano do Nascimento, acusado de atear fogo na Câmara de Vereadores do Município, que destruiu documentos relativos ao processo de impeachment que afastou o prefeito, Padre Raimundo Leal [o prefeito já retornou ao cargo por determinação judicial].

O prazo da prisão temporária de Israel Maciano expira nesta quarta-feira, 13, mas o promotor entende necessário mantê-lo preso para não atrapalhar as investigações que ainda estão em curso. Além de Israel Maciano, também estão presos [pela mesma acusação] José Erivaldo Arruda de Sobral, Desiraldo Santos da Silva e Josivan de Jesus [estes três com mandado de prisão preventiva].

O promotor não afasta a possibilidade de pedir a manutenção da prisão preventiva dos outros acusados. “O motivo da prisão, eles mesmo deram de mão beijada. Demonstraram que são capazes de atrapalhar as investigações”, justificou o promotor. “Se tiveram capacidade de queimar documentos, mostram que têm capacidade para qualquer atrocidade”, destacou o promotor.

Os acusados ainda não foram denunciados pelo Ministério Público. Mas o promotor observa que o caminho não será outro. Medida que só será tomada depois que a Secretaria de Estado da Segurança Pública cumprir todas as diligências solicitadas pelo Ministério Público Estadual. O promotor Peterson Barbosa explicou que devolveu o inquérito policial ao delegado de polícia civil em duas oportunidades para cumprimento de diligências, mas deixou claro que há provas robustas contra os acusados.

O delegado de polícia civil Paulo Cristiano Ricarte, responsável pela investigação que culminou com o indiciamento dos quatro suspeitos pela execução do crime, informou que as diligências continuam em curso. Nem o promotor de justiça nem o delegado informam detalhes destas diligências porque o inquérito tramita em segredo de justiça. “Envolve pessoas públicas, estamos em ano eleitoral e a cidade está muito inflamada com tudo isso”, justificou o promotor.