O ataque surpresa dos Estados Unidos contra a Síria na noite desta quinta-feira (6) já tem levado a especulações de uma nova guerra entre as potências mundiais. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, afirme que o ataque foi motivado pelo “inaceitável uso” de armas químicas por parte do governo sírio, ainda não houve confirmação sobre a autoria das agressões à população civil.

O regime sírio acusa terroristas patrocinados pelo ocidente, sobretudo pelos próprios EUA, de serem os responsáveis pelo uso de armamento químico, considerado um crime de guerra. O presidente russo, Vladimir Putin, não demorou a condenar os ataques americanos. Em um duro pronunciamento de seu porta-voz, Dmitry Peskov.

“O presidente Putin acredita que este passo não só não nos aproxima do objetivo final na luta contra terrorismo internacional, como, pelo contrário, cria um obstáculo sério para a criação de uma coalizão internacional para combatê-lo e oferecer uma resistência eficaz a esse mal mundial, que, a propósito, o presidente Trump declarou como uma das suas principais tarefas ainda nos tempos da sua campanha eleitoral”, disse Peskov a jornalistas.

Peskov sublinha que o líder russo vê nos ataques americanos contra a Síria uma agressão contra um Estado soberano e violação das normas do Direito Internacional sob um pretexto fictício. “Putin também vê nos ataques contra a Síria por parte dos EUA a tentativa de desviar a atenção das múltiplas vítimas entre a população civil no Iraque”, acrescentou Peskov.

Contudo, continuou Peskov, do ponto de vista do presidente russo, o total menosprezo dos casos de uso de armas químicas pelos terroristas somente agrava significativamente a situação.

Resta saber de fato, a quem interessa esse novo conflito mundial.