A greve dos professores ultrapassou os limites da razoabilidade. A avaliação é de pais, alunos e professores que não aderiram ao movimento grevista dos professores da rede pública estadual de ensino. Em várias interferências registradas na manhã desta terça-feira, 09, nos programas radiofônicos, depoimentos comoventes de mãe de alunos chamaram à atenção dos profissionais de imprensa.

“Não tenho condições de pagar uma escola particular, por isso, faço um apelo para que terminem a grave”, disse dona Maria de Fátima, moradora do município de Umbaúba e mãe de uma aluna da rede estadual de ensino.

Emocionada, durante o programa apresentado pelo radialista George Magalhães, ela chorou ao reafirmar que o professor é peça fundamental na sociedade, e que o bom profissional é fonte de inspiração para os jovens. Fátima participa de uma Associação de Pais de alunos em Umbaúba.

“Não sou contra a greve, mas não concordo com o mecanismo usado. Se os professores acham que a situação está ruim para eles, imagine para os alunos. A educação é um desafio de todos. Vamos lutar juntos, mas não penalizando os alunos; os mais fracos nesse processo”, disse.

Num determinado trecho da entrevista, ocorrida na 103 FM, no programa A Hora da Verdade, outra professora que não aderiu a greve e preferiu não se identificar, disse que a reposição das aulas, que deve ocorrer após o fim da greve, é uma farsa. Ela mora e leciona em Capela.

Os alunos vão ter que participar das aulas de reposição no turno oposto e os professores repõem até quatro aulas de uma só vez, denunciou. A professora ressaltou que não concorda com a greve e questionou: professor em estágio probatório em greve?

Segundo ela, antes, isso não ocorria em Sergipe. “Antes de ser professora, sou ser humana e lamento muito essa situação, pois a greve prejudica os alunos da rede estadual”, opinou.

Represália …

Outro professor da rede estadual que não concorda com a greve, mandou email para a Assessoria de Comunicação da SEED e fez uma denúncia.

Conforme ele, professoras do Polivalente, da Escola Poeta João Freire Ribeiro, localizada no conjunto Jardim, em Nossa Senhora do Socorro, foram coagidas e pressionadas a aderir ao movimento grevista.

“Percebendo que o prolongamento da greve iria prejudicar professores e alunos, um carro de som foi contratado, informando aos pais o retorno das aulas, mas o sindicato contratou outro carro de som informando que a greve continua; não respeitando o livre arbítrio dos professores do Poeta João Freire Ribeiro”, disse.

Para ele, a greve do magistério estadual é falida. “Quero solicitar a intervenção da SEED para que os professores que não aderiram à greve, tenham condições de desempenhar suas funções”, disse.

INFO: SEED