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A cidade de umbaúba esta vivendo uma polemica entre uma família e o hospital local após a morte de uma paciente na madrugada da ultima segunda-feira, 03/02.

A paciente Maria do Carmo dos Santos, 43 anos deu entrada no hospital de pequeno porte de Umbaúba Ernesto Chê Guevara por voltas das 09:40 da noite de segunda-feira, 03/02 reclamando de fortes dores no abdômen. Ela recebeu a medicação e ficou internada em observação enquanto aguardava a chegada da SAMU para a remoção.

hospital de umbaúba
morte de paciente parece suspeita aos olhos do filho

Tempos depois, por volta das 02hs00 da madrugada Maria aparecida foi a óbito tendo como causa uma parada cardiorrespiratória.

Seria mais um caso de morte natural mais a família da vítima contesta toda a versão dada pelo hospital.

Alessandro Batista dos Santos, um dos 04 filhos de Maria do Carmo acredita que a morte de sua mãe foi provocada por negligencia médica no atendimento. Segundo ele, sua mãe recebeu uma grande quantidade de medicamentos em um curto período de tempo o que teria contribuído para a piora do seu quadro e a sua morte.

Alessandro relata ainda que ao buscar informação sobre o real estado de sua mãe ninguém na unidade quis informar nada e nem. Foi negada a Alessandro também o quadro de funcionários daquela noite. ´´Fala-se tanto em cultura, educação, conhecimento e informação mais a única cultura que nos oferecem é a da alienação, e a informação quando precisamos ela é escondida para não vermos ela“, relatou Alessandro a nossa reportagem.

Desconfiado de que a sua suspeita tivesse fundamentos diante da negativa para repassar informações, Alessandro disse que acionou o IML que disse não poder fazer nada. Inconformado com situação, Alessandro prestou queixa na delegacia do município.

Na contramão das informações passadas a nossa redação por Alessandro Batista, filho da vítima, o hospital afirmou que o relato de Alessandro não condizem com a verdade dos fatos.

Segundo Selma Mota, Diretora Geral da unidade hospitalar Ernesto Chê Guevara, falou a reportagem do Portal Alarde onde informou que os procedimentos e medicamentos administrados na paciente foram feito de maneira e em quantidade correta pelas duas médicas de plantão no momento da ocorrência. ´´Tudo que foi feito desde o momento de sua entrada passando pelos medicamentos administrados e a forma das aplicações foram feita de forma correta pelas duas profissionais médicas de plantão“, afirmou Selma Mota.

Nossa equipe teve acesso ao relatório médico que lista os procedimentos tomados durante o atendimento a dona Maria do Carmo. No relatório assinado pelas Dra. Samara de Oliveira Xavier e Dra. Alyne Andrade Lima, consta que a paciete deu entrada realmente com queixas de fortes dores abdominais e no Flanco direito (Lado Direito do Corpo).

Durante o atendimento A Frequência Cardíaca da paciente passou por 03 momento bem distintos entre si, indo inicialmente de 61 BPM (Batidas Por Minuto) até 156 BPM após um tempo de atendimento e medicação, voltado a 130 BPM. Segundo o relatório os quadros de taquicardia apareceram logo após a medicação quando a febre e a dor sessaram, mas a paciente reclamava de fraqueza no corpo.

Na ficha consta a administração dos seguintes medicamentos:

– Buscopam simples diluído em Soro Fisiológico 0,9% + Dipirona Ampola 2.8

– Soro Fisiológico 0,9%  ——— 500 ML

– Plasil, 1 Ampola.

– Propanol, às 00hs40 mim

– Midazolam

– Adrenalina

Foi descartado o uso de Diclofenaco para alívio das dores uma vez que a paciente informou ser alérgica a substâncias contidas no medicamento.

O relatório diz ainda que mesmo depois de todos os procedimentos realizados, da estabilização da Frequência Cardíaca em 130 BPM, o que é considerada muito alta, foi nececessário fazer a intubação orotraqueal enquanto se esperava a chagada da USB da SAMU para uma possível transferência. Nesse período foi notada a falência da paciente e foram realizadas várias tentativas de ressuscitação num total de 55 minuto de tentativas, mais não adiantou de nada.

Depois desse tempo de ressuscitação e a chagada da USA da SAMU foi constatada a morte de dona Maria do Carmo às 02hs40 da madrugada do dia 04/02. A causa da morte pode ser descrita como Insuficiência Cardiorrespiratória.

Essas informações estão contidas no relatório oficial do prontuário da paciente que diverge da versão apontada pelo filho da mesma, Alessando Batista. A causa da morte que consta no relatório é uma causa natural o que faz com que não seja preciso o recolhimento do corpo pelo Instituto Médico Legal – IML como solicitado por Alessandro.

O deslanchar dessa história agora dependera exclusivamente do boletim de ocorrência e do possível processo de investigação a ser ou não instaurado pelo ministério público para apuração dos fatos.

Nossa reportagem não conseguiu contato comas doutoras Samara de Oliveira Xavier e Alyne Andrade Lima que dão plantão apenas na segunda-feira no município. Após o Óbito, a família teria se negado a retirar o Atestado de Óbito e o corpo ficou no hospital até as 10hs40 do dia seguinte.