O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, decidiu, nesta segunda-feira (21), reabrir o processo que trata suposta ocultação de patrimônio e supostos crimes relacionados ao esquema de corrupção da Petrobras. No entanto, por conta do envolvimento de pessoas com foro privilegiado, como a presidente Dilma Rousseff, ministros de estados e parlamentares, o magistrado decidiu devolver ao STF as gravações de conversas telefônicas do ex-presidente Lula.

Ele acatou liminar do ministro do STF Gilmar Mendes, que suspendeu a nomeação do ex-presidente e determinou a remessa do processo contra ele de volta à primeira instância. Como nenhuma das autoridades que aparecem na conversa é, por enquanto, alvo do processo, Moro acatou a decisão de Gilmar, suspendendo a remessa dos autos à Suprema Corte.

“Não há, em princípio, notícia do envolvimento de autoridades com foro privilegiado nos supostos crimes que constituem objeto daqueles procedimentos. Em vista do decidido, suspendo a remessa do processo 5006617-29.2016.4.04.7000 e conexos, como os inquéritos instaurados”, despachou.

“Já quanto ao presente processo, como fortuitamente foram colhidos diálogos com interlocutores ocupantes de cargos com foro privilegiado, é o caso de, independentemente da situação jurídica do ex-presidente, ainda assim remeter ao Egrégio Supremo Tribunal Federal para eventuais medidas cabíveis”, ponderou.

Assim caberá ao STF decidir se aceita como prova e de que forma serão utilizadas as escutas da conversa de Lula com a presidente Dilma Rousseff sobre a assinatura de um termo de posse para “que fosse utilizado caso necessário”, apontado pro investigadores como indício de que a nomeação de Lula tinha como objetivo tirar os processos contra o presidente da primeira instância, assim como outros diálogos do ex-presidente.

  • Rlima

    Esse Juiz é meio doido