Uma menina de 1 ano e 7 meses de Sorocaba (SP) foi diagnosticada com Leishmaniose Visceral. É o primeiro caso registrado em humanos na cidade. O laudo do Instituto Adolfo Lutz, confirmando o diagnóstico, foi divulgado pela Secretaria da Saúde na tarde desta terça-feira (11).

Segundo a prefeitura, o caso é importado de Sergipe. A cidade de Indiaroba, onde a criança permaneceu por quase um mês, está na lista de 25 municípios com maior incidência de Leishmaniose Visceral no estado.

A região e o bairro onde a menina mora não foram informados pela prefeitura. Entretanto, conforme a Zoonoses, não há registros da presença do mosquito palha – transmissor da doença – no local e nem casos em cães.

A criança iniciou o tratamento na sexta-feira (7) e continua internada, apresentando melhora clínica, afirma a secretaria. Ainda de acordo com a prefeitura, a paciente teve febre persistente, falta de apetite e perda de peso, seguida de aumento do baço, chamando a atenção dos médicos.

Transmissão

A Leishmaniose é causada por diferentes espécies do protozoário Leishmania, a partir da picada do mosquito palha, e pode acometer cães e humanos. O mosquito vive na região de Sorocaba, ressalta a secretaria. Existem dois tipos da doença.

A Leishmaniose Tegumentar Americana é caracterizada pelas lesões cutâneas, que ocorrem normalmente em áreas expostas à picada do mosquito. A Leishmaniose Visceral é o tipo mais grave, pois pode causar aumento de órgãos como baço e fígado, levando ao emagrecimento e alterações no sangue.

Casos na cidade

A Leishmaniose Visceral vem sendo registrada em Sorocaba desde 2015 em cães, mas a menina diagnosticada com a doença foi a primeira paciente humana detectada pela Secretaria da Saúde. Já a forma cutânea, segundo a pasta, também foi registrada nos últimos anos.