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O juiz Aldo de Albuquerque Melo, da 7ª Vara Cível, decretou a indisponibilidade dos bens do deputado federal Adelson Barreto (PTB), do vereador Antonio Arimatéia Rosa Filho, de Capela, e de outras três pessoas supostamente envolvidas com o desvio de verbas de subvenções da Assembleia Legislativa destinadas à Associação Musical Lira de Nossa Senhora da Purificação por indicação do parlamentar, que no ano passado exercia mandato de deputado estadual.

ADELSON BARRETOAlém de Adelson Barreto e de Arimatéia Rosa, a medida liminar atinge também os bens de Robério dos Anjos Andrade, presidente da Associação Musical Lira de Nossa Senhora da Purificação, Lilian Feitosa Barros de Mendonça, diretora de uma empresa do ramo da construção civil, e a engenheira Edilene de Jesus Amaral. A medida liminar atende, em parte, os pedidos formulados pelo Ministério Público Estadual resultantes das investigações que ainda estão em andamento relativa à aplicação das verbas de subvenções destinadas pela Assembleia Legislativa de Sergipe a entidades do terceiro setor.

Na decisão liminar, o juiz determina ainda que os bens indisponíveis devem alcançar os respectivos valores que cada um dos denunciados teriam se apoderado indevidamente: R$ 400 mil em relação a Adelson Barreto, R$ 30 mil em relação a Robério dos Anjos, R$ 60 mil em relação a Arimatéia Rosa, R$ 20 mil em relação a Lílian Feitosa e R$ 20 em nome da engenheira Edilene Amaral, que teriam atestado obras que deveriam ter sido executadas na sede da Lira e que não foram realizadas, conforme a denúncia do Ministério Público Estadual.

Os dirigentes da Associação de Moradores José Augusto dos Santos do município de Muribeca foram resguardados na decisão judicial. Conforme explicou o próprio juiz na liminar, “não foram encontrados indícios suficientes a justificar, por ora, qualquer medida restritiva contra José Pedro e José Marques, respectivamente pai e filho que dirigem a Associação de Moradores em Muribeca”.