O jovem foi executado na frente da família após suposto “Toque de Recolher” de supostos traficantes na capital sergipana. Um menor adolescente de apenas 13 anos foi assassinado na noite desta quinta-feira, (13), em Aracaju. O crime teria sido motivado pelo descumprimento de um Toque de Recolher supostamente estabelecido por traficantes no bairro Santa Maria.

Era por volta das 19h, quando o garoto João Vitor Correia Santos, de 13 anos andava de bicicleta na rua onde morava com os pais, violando o suposto ‘toque de recolher’ no determinado por supostos traficantes. Neste momento um veiculo saveiro de cor branca,  conforme a versão do confeiteiro Gilson Teixeira Santos Júnior, 26, passou pelo local e disparou contra o jovem.

“O irmão chegou a dizer para ele não sair, mas ele, na inocência, ficou subindo e descendo a rua de bicicleta, brincando”, conta a tia Andrea Barbosa Santana, 31, uma auxiliar de loja, que também é madrinha da vítima.

Após o ocorrido cinco viaturas da Policia Militar chegaram ao local, mas segundo os familiares da vitima nada fizeram mesmo tendo sido apontado a eles por vários moradores do local, o veiculo branco, usado pelo criminoso e que ainda circulava por ali. “Todo mundo dizendo o carro é aquele, o carro é aquele ali. Mas eles [os policiais militares] disseram que nada podiam fazer porque não tinha gasolina”, conta Gilson Teixeira Santos Júnior, 26.

Os policiais teria alegado não poder fazer nada, pois as viaturas estariam sem combustível no momento, mas a versão foi contestada pelos familiares que desconfiaram da afirmativa uma vez que os mesmos estavam dentro dos carros com o ar condicionado, beberrão de combustível ligado. “Uma covardia. Se eles dissessem, deixem prá lá, eu até me conformava, mas dizer que não podiam fazer nada por falta de gasolina e ficar com o ar condicionado ligado o tempo todo, é realmente revoltante”, desabafou o tio da vitima.

Pm nega

Os tios da criança confirmam que o toque de recolher no bairro se tornou constante. Eles não sabem informar a origem, mas revelam que os moradores comentam entre si e informam a data e o horário definidos pelos traficantes. E, nestas circunstâncias, naquele momento deliberado ninguém sai de casa. “É assim. Uns vão passando para os outros, não sei como eles fazem, mas todo mundo fica sabendo”, conta a tia Andrea Barbosa.

Por meio da PM5, o setor responsável pela comunicação social da corporação, o Comando da Polícia Militar nega a ocorrência de toque de recolher em Sergipe e nega também o suposto descaso da equipe neste episódio. Segundo a assessoria, os policiais não tiveram condições de abordar todos os veículos brancos que passavam no local, mas a equipe realizou “varredura no local” para identificar suspeitos.

Segundo a PM5, o crime tem característica de execução e a criança teria sido confundida com algum adolescente envolvido no tráfico de drogas. O crime foi praticado por um único homem que ocupava uma Saveiro de cor branca e teria usado uma pistola ponto 40, restrita das forças policiais, segundo a assessoria da PM5.