Os professores da rede municipal de São Cristóvão entraram em greve por tempo indeterminado desde ontem, terça-feira, (13). Segundo o SINTESE, nos últimos três anos os professores de São Cristóvão têm sofrido duros ataques orquestrados pelos Batalhas (Armando e Rivanda, ex-prefeitos da cidade) e hoje legitimados e continuados pelo atual prefeito Jorge Eduardo  (conhecido pela população com Jorjão).

Como uma das formas de protesto e pressão ao governo, os professores resolveram ocupara a sede do poder municipal. A reação foi imediata e em menos de 12 horas, uma ação de reintegração foi impetrada e julgada favorável ao impetrante pelo Juiz Manoel Costa neto.

Em desacordo com a sentença, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Educação de Sergipe (SINTESE) publicou em sua página no Facebook um desabafo ousado onde acusa o magistrado de agir em Prol da gestão.

“Professores de São Cristóvão ficam menos de 12 horas na ocupação na prefeitura, neste espaço de tempo o juiz Costa Neto, na maior agilidade concedeu a reintegração de posse. Ele não tem a mesma agilidade para os atrasos salariais, nem para o jugamento dos processos judiciais para assegurar o reajuste do Piso Salarial que estão na mesa dele há mais de 2 anos. Alguém ainda tem dúvida que lado a justiça está?”.

Professores de São Cristóvão ficam menos de 12 horas na ocupação na prefeitura, neste espaço de tempo o juiz Costa Neto,…

Publicado por PortalSintese em Terça, 13 de setembro de 2016

O juiz rebateu dizendo ser mentirosas as afirmações de que há processo em sua mesa e que ele esteja retardando os julgamentos favorecendo assim a gestão.

“Antes de fazer uma publicação infamante destas, afiram a verdade. Não tenho nenhum processo sobre piso salarial de professores comigo.

Recebi um processo em 2013, em menos de 48 hrs foi deferida Liminar em favor dos Professores. Houve recurso de Agravo de Instrumento que passou 8 meses, enquanto eu esperava o resultado para julgar.

Como não veio resultado, prolatei Sentença em 09.05.2014, sendo procedente em favor dos Professores. Se o recurso está no TRIBUNAL até hoje, a culpa não é ,minha. O Sindicato tem assessoria jurídica para também impulsionar o recurso no tribunal”.