O texto que escrevi que hoje é um pouco diferente dos outros. Nele mostrarei a vocês que a educação e a saúde andam de mãos dadas. Por meio desse artigo venho compartilhar com vocês um pouco do que eu vi e passei ao ser atendida pelo SUS. Essa semana estava com suspeita de dengue e alguns amigos disseram que nos postos de saúde se faz o teste de dengue.

Chegando ao posto descubro que o enfermeiro estava de folga, mas que poderia ficar tranquila porque mandariam a médica me atender e depois seria encaminhada para a emergência do HRG (Hospital Regional do Gama – DF) com pedido de urgência para fazer exames de sangue e urina. Como já estava no meio da tarde a médica disse que deveria voltar no outro dia as 09:00h para dar uma olhada nos exames. Uma coisa que percebi é que eles nem se interessam muito se o paciente tem carro ou não para ir onde eles mandaram, eles simplesmente mandam ir e tudo que você pode fazer é obedecer.

Por ser suspeita de dengue rapidamente fui atendida. Colheram sangue e foi feito todo procedimento pedido pela médica. Meus exames ficaram prontos em três horas. Pela primeira vez fui atendida rapidamente. Falo isso porque da ultima vez que fui também com suspeita de dengue tive que esperar 5 dias para ser atendida. E no outro dia como combinado com a médica retornei ao posto com os exames. Primeiro ela disse que não era dengue, mas apenas uma gripe. Depois de olhar bem meus exames ela viu que na verdade estava com infecção urinária. A médica me passou dois remédios e disse que poderíamos ficar tranquilas (eu e minha mãe) que apesar da medicação ser cara poderia encontrar no posto 6. Além de tomar os remédios daqui sete dias terei fazer cultura e fazer exames de sangue e urina novamente.

Chegando no posto 6 descobri que estar com infecção urinária não era a pior parte. A pior parte mesmo foi receber a noticia de que não havia nenhum dos dois medicamentos que precisava. A funcionaria ainda teve a felicidade de dizer que esses medicamentos tinham apenas inicio do mês e que deveria esperar (como se eu estivesse com uma simples gripe!). Consegui comprar apenas um remédio pelo cartão do amigo da minha mãe, sinceramente… nem sei como faremos para pagar depois! Não sei quanto saiu o valor de cada um, sei apenas que os dois ficaram R$ 150,00. O governo precisa entender que as pessoas não ficam doentes apenas inicio do mês e como no meu caso se não for tratado pode agravar e levar até a morte.

Já não bastando tudo isso ao chegar na faculdade para entregar o atestado médico uma das funcionárias do DCA disseram que iriam entregar o atestado na direção na qual passaria por avaliação para saber se seria válido para justificar as faltas. A funcionária também disse que no meu caso como meu atestado tem apenas 7 dias provavelmente meu atestado não será aceitado porque segundo ela são poucos dias e que também não cobriria pelas atividades que valem nota ou provas que perdi. Em outras palavras (entendi da seguinte forma) “Tudo bem que você ganhou sete dias para se recuperar, mas você não vai poder usa-los porque são apenas 7 dias e você pode muito bem vir para a faculdade doente.”

Esse é um desabafo de uma pessoa que infelizmente depende do SUS, que não tem ao menos seus direitos básicos garantidos. Esse é o relato de uma cidadã brasileira que não tem ao menos acesso a educação e saúde de qualidade.