O período de Dezembro a Maio é crítico para o combate à dengue. Cerca de 70% dos casos ocorrem neste período. Já não é de hoje que os perigos da dengue e de outras graves doenças vêm sendo anunciados pelas autoridades e divulgados pela mídia. Porém, todos os anos vivemos essa realidade não muito boa para a nossa sociedade.

O problema enfrentado com o mosquito Aedes aegypti vem sendo combatido por meio de diversas ações, tornando a conscientização da população uma realidade. Ainda assim, as pesquisas apontam um grande crescimento no número de casos de dengue no país, sobretudo, no último ano.

As pancadas de chuva comuns nesse período do ano, que ocorrem em Sergipe e o calor criam uma ótima condição para os mosquitos Aedes aegypti, transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya, se reproduzirem.

O Brasil tem registrado números alarmantes de 3 doenças ligadas ao mesmo mosquito: Dengue, Chikungunya e Zika. Em 2015, infelizmente, batemos recorde de infecções por Dengue (1,59 milhão de casos). Em 2016, foram registrados 1.438.624 casos  prováveis de dengue no país até a Semana Epidemiológica (3/1/2016 a 17/09/2016) O governo federal reagiu com um conjunto de ações, dentre elas uma que é primordial: a sensibilização da população quanto ao perigo causado pelo desequilíbrio ambiental, que contribui para a proliferação exagerada dos mosquitos Aedes e provoca a ampliação dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika pelo país.

No caso do Aedes aegypti, qualquer recipiente que acumule água é potencial foco de proliferação. E não adianta apenas tirar a água, é preciso cuidar para que na próxima chuva o local não acumule água novamente. Os ovos são resistentes e podem permanecer no local por meses, basta uma nova chuva e, ao entrarem em contato com a água, continuarão o ciclo. Para fazer a população entender e perceber o perigo o trabalho não pode ser apenas pontual e superficial, tratando apenas de “exterminar” o mosquito. Programas de educação de longo prazo podem ser fundamentais para que a população compreenda as causas e os riscos.

A ideia não é, e nem pode ser, levar a espécie à extinção, como aparentam as campanhas como “Todos contra o mosquito”. Nosso ambiente é tropical, com chuvas e altas temperaturas, cenário que favorece a reprodução das espécies vetoras. É preciso agir no sentido de inibir essa superprodução do Aedes e, assim, resgatar o equilíbrio socioambiental, evitando, consequentemente, epidemias causadas pela transmissão desenfreada das doenças que os insetos transportam.

A dengue, conforme abordada neste texto, é uma epidemia letal, cujo combate deriva de um processo histórico onde a participação de todas as esferas da sociedade e instituições devem atuar de maneira complementar na tomada de decisão, pois a busca da melhoria da qualidade de vida depende de ações individuais e coletivas, associadas às políticas inerentes as distintas esferas do Estado. Destaca-se ainda a importância da participação das instituições de ensino e pesquisa que contribuem com os conhecimentos científico-técnicos multi e interdisciplinar, levando-se em consideração todas as áreas do conhecimento envolvidas no processo.

Não existe tratamento específico para dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas Quando aparecer os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. Importante não tomar medicamentos por conta própria.

SOBRE


Bruno Costa Rosa de Oliveira

Pós Graduado em Saúde Pública e da Família | Pós Graduado em Auditoria de Sistema de Saúde | Técnico em Saúde Pública | bruno.olivveira@hotmail.com