A estiagem prolongada vem afetando de forma significativa os municípios sergipanos. Pelo menos 28 deles já decretaram estado de emergência devido a seca.

Na região sul de Sergipe, uma obra que deveria dar uma alivio aos moradores dos municípios de Umbaúba, Tomar do Geru e Itabaianinha, principalmente neste período, se arrasta há 05 anos e com previsão de conclusão apenas para daqui a 06 meses. Enquanto isso, a Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, gestora do sistema de abastecimento no estado e da citada obra fará gambiarras no sistema para proporcionar o tão sonhado alívio à região tão carente.

Na última terça-feira (31), representantes da Deso visitaram as cidades de Umbaúba e Tomar do Geru, com o objetivo de verificarem a possibilidade de construção de captação provisória para superar o período de estiagem nas localidades.

A barragem provisória seria instalada no Riacho Guararema, um dos vários veios de água do sistema aquífero de Umbaúba que já suposta todo o restante do sistema de abastecimento responsável pelos três municípios. Esta captação provisória ficaria pronta em 15 dias enquanto que o sistema definitivo que depende da obra que se arrasta só ficará pronto no prazo de 180 dias.

Tomar do Geru

O município de Tomar do Geru fica a 131 quilômetros da capital (Aracaju) e nesta semana o prefeito municipal Pedro Silva Costa, o “Pedrinho Balbino”, acabou por decretar estado de emergência na região rural do município. As chuvas entre outubro de 2016 a janeiro de 2017 não foram suficientes para amenizar o sofrimento das comunidades rurais o que provocou contenção de águas para uso dos animais e, também, para uso potável e o município passou a fazer parte da lista que agora tem 29 municípios em situação emergencial.

Neste município que espera há muito tempo pelo termino desta obra integradora, a Deso prometeu que irá colocar redes nos locais da cidade que ainda não possuem e pedir que os moradores solicitem suas ligações.

No entanto, o local mais afetado pela estiagem que acarreta problemas desde o abastecimento humano até o abastecimento animal fica na zona rural onde os paliativos da Deso devem não alcaçar.