No início da manhã desta quarta-feira, 15, foi realizada uma coletiva de imprensa conduzida pela Delegacia de Defraudações e Crimes Cibernéticos, na qual a delegada Rosana Freitas deu detalhes sobre o novo golpe bancário aplicado por uma quadrilha especializada na capital sergipana.

De acordo com a delegada, as investigações foram iniciadas no mês de janeiro deste ano após denúncias das próprias agências que tiveram seus clientes lesados. “O crime consiste em ludibriar pessoas que estão na agência bancária para que ao invés de ela aguardar o tempo de espera para chegar à boca do caixa e trocar a folha do cheque, o criminoso oferece o valor correspondente em espécie. O lesado, na realidade, é o proprietário do talonário que só percebe o golpe quando é sacado de sua conta um valor bem aquém do esperado”, explica a delegada Rosana Freitas.

As vítimas, sempre pessoas jurídicas com valores de cheques muito altos, não desconfiavam do golpe que sofriam, uma vez que as folhas de cheques que os criminosos usavam era verdadeiras, assim como as assinaturas. Esse tipo de golpe minuciosamente orquestrado conseguia driblar até as atenções das agências bancárias. Na prática, esse golpe em particular, funcionava como uma espécie de lavagem da área correspondente ao valor do cheque onde posteriormente era reescrito com o valor que o criminoso desejava.

Até o momento foram identificados cerca de quatro cheques. Juntos eles totalizam um prejuízo de aproximadamente R$ 200.000,00 com possibilidade de esse número ser maior, uma vez que as vítimas possuem grande capital financeiro. “Os bancos que notaram esse tipo de atitude ficaram alertas e até conseguiram evitar o pagamento de mais um cheque adulterado” revela a delegada.

As agências bancárias, assim como a população, têm papéis fundamentais na identificação e denúncia desse grupo que pratica o novo golpe. Uma das dicas fornecidas pela delegada Rosana dá é nunca aceitar esse tipo de auxílio de terceiros, pois mesmo eles não levantando suspeitas podem oferecer risco.
Agora a especializada necessita da cooperação da sociedade para denunciar pessoas flagradas nas agências oferecendo esse tipo de serviço falso. Para denunciar, basta entrar em contato com o Disque Denúncia através do número 181 ou pelo aplicativo Disque Denúncia SE disponível em todas as plataformas virtuais.