Aconteceu na manhã dessa terça-feira, (28), no auditório da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), em Aracaju, um encontro realizado pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consean), que reuniu gestores e presidentes de conselhos municipais para tratar da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. O encontro pretendia mostrar aos municípios a importância da composição dos seus respectivos conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional.

O evento contou com uma palestra ministrada nutricionista Renata Siqueira, do Observatório de Segurança Alimentar da Universidade Federal de Sergipe (UFS), contemplando os temas: Política, Sensibilização e Adesão. “A criação do Conselho é fundamental, mas não basta ter Conselho. Ele não é apenas uma formalidade, um pré-requisito burocrático somente para adesão ao Sisan; é uma instancia de participação social que deve ser efetiva. É uma forma que a sociedade civil tem, enquanto titular de direito, de dizer como ela quer que se realize esse direito. Então o Conselho é uma instância fundamental para o funcionamento efetivo das políticas públicas. Inclusive, normalmente as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional e de Saúde, quando funcionam à margem da participação, sem o efetivo diálogo com a sociedade civil, dificilmente se realizam a contento”, disse Renata, em sua palestra.

Também estiveram presentes representados através de gestores de Ação Social, os municípios que ainda não participa do sistema de Conselhos nos municípios mais desejam fazer sua adesão. A mobilização ficou por conta da secretaria executiva do Consean que conseguiu reunir neste primeiro encontro entre gestores e conselheiros municipais 38 municípios, o que ainda é pouco quando se pensa em alcançar 100% do estado, mas já é de inicio um numero expressivo.

O presidente do Consean, Gilmarcos Carvalho, afirmou que, os investimentos em segurança alimentar geram economia posterior na área da saúde. “por isso, aderir ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Sisan é questão de cidadania. O futuro e a saúde das nossas crianças estão nas mãos de vocês. Educação alimentar não gasta muito. Este ano vamos realizar os encontros territoriais para discutir as propostas de cada território na conferência”, disse Gil Marcos.

O vice-presidente do Consean José Jackson dos Santos atentou para o fato de que, é cada dia mais necessário cuidar de forma mais carinhosa do direito de cada individuo como cidadão que é, de ter em sua mesa a alimentação de cada dia e que esta seja adequada as suas necessidades. “Queremos que os movimentos façam parte dessa luta, mas de forma séria e segura, com ações e trabalhos voltados a melhoria da segurança alimentar. Que possamos ter um olhar mais humano, mais social sobre este assunto. Que busquemos mobilizar o maior numero possível de agentes sociais de modo que estes se sintam parte integrante deste sistema de segurança alimentar, deste controle social”, disse Jackson.

Para a Diretora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seidh, Lucileide Rodrigues, o papel do Estado é orientar os municípios na criação da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar (Caisan), que assim como o Conselho municipal, é pré-requisito para a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que está sendo implantado em Sergipe, através de convênio na ordem de R$ 1,2 milhão, firmado com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – MDSA.

“A Câmara é extremamente importante, uma vez que é ela quem deve resolver as demandas do Conselho, criar estratégias para reduzir a insegurança alimentar e implantar políticas públicas que sejam transversais, porque como a Segurança Alimentar é intersetorial, uma secretaria só não bastaria. Compõem a Câmara Estadual, por exemplo, membros da Seidh e secretarias de Estado da Educação, Saúde, Meio Ambiente, Agricultura  e Casa Civil. Alguns editais serão lançados pelo ministério e terão prioridade os municípios que aderirem ao Sisan”, explica Lucileide.

O secretário Zezinho Sobral, que estava presente, acompanhado do deputado João Daniel, ressaltou a relevância da pauta, e incentivou gestores e representantes dos conselhos a priorizar as políticas de Segurança Alimentar em seus municípios. “Estamos muito envolvidos com esse tema. É uma questão que o mundo está discutindo. É preciso pensar: como a gente vai alimentar 10 bilhões de pessoas no ano de 2050? O que essas pessoas vão comer? Qual a qualidade dessa alimentação? Como será produzido? Na mão de quem esse alimento vai ficar? Será que teremos multinacionais ou uma empresa mundial fornecendo alimentos enlatados para todo mundo, ou criaremos condições para que haja sustentabilidade, para que o tipo de alimentação influencie diretamente na qualidade de vida das pessoas e na economia local? Alimentação é política social, política de saúde, geradora de crescimento e de desenvolvimento”, considerou o secretário.

Quem quiser maiores informações sobre como fundar o conselho no seu município basta ligar pro Consean no telefone (79) 3246-4696, ou nos visitar na Travessa Baltazar Góes, Nº 86, 25º andar, Edf. Estado de Sergipe (Maria Feliciana) – Centro.

Municípios presentes

38 municípios estiveram presentes no encontro através de seus comseas municipais ou por meio de representantes de pastas onde os conselhos estão agregados. Os municípios com representação foram:

São Cristóvão, São Francisco, Santa Rosa de Lima, Macambira, Nossa Senhora Aparecida, Pacatuba, Simão Dias, Carira, Umbaúba, Canindé de São Francisco, Japoatã, Arauá, Divina Pastora, Itaporanga D`Ajuda, Capela, Itabaiana, Japaratuba, Riachão do Dantas, Graccho Cardoso, Itabí, Aquidabã, Nossa Senhora das Dores, Santo Amaro, Pinhão, Cumbe, maruim, Barra dos Coqueiros, Canhoba, Telha, Laranjeiras, Itabaianinha, Neópolis, Ribeirópolis, Tomar de Geru, Própria, Carmópolis, Estância, Santa Luzia do Itanhi.