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Os professores do município de Umbaúba, região sul de Sergipe,  realizaram nessa sexta-feira, 05/09, ato publico onde reivindicaram o pagamento dos salários da categoria. Os soldos estão atrasados à dois meses.

FOTO: PORTAL ALARDE (Whatsapp)
FOTO: PORTAL ALARDE (Whatsapp)

O ato que foi dividido em duas etapas aconteceu na manhã dessa sexta-feira e levou cerca de 150 pessoas entre alunos, membros do SINTESE e SINDSERV para as ruas da cidade. Na primeira etapa foi realizado um “Aulão Público” com ponto de concentração na praça Anfilófio Viana (praça do cuscuz) em frente ao colégio Adelvan Cavalcante. De lá, os manifestantes saíram pelas ruas da cidade em direção a prefeitura municipal onde permaneceram por cerca de 15 minutos e logo depois retornaram em direção a praça pela Benjamin Constant.

Mais tarde em informações fornecidas ao Portal Infonet, a professora Fabiana Lisboa, representante do SINTESE no município, afirmou que a desculpa da prefeitura para não pagar os meses de julho e agosto é a falta de orçamento. “A informação é que é necessário que a Câmara aprove crédito. Porém, nós fizemos as contas e vimos que dá para que o pagamento seja efetuado, nem que seja o do mês de julho”, alegou.

Em continuação ela disse ainda que já buscou conversar com o prefeito e até com o Ministério Público para tentar solucionar a situação. “Hoje a secretária de administração conversou conosco e pediu que esperássemos. Mas não tem como a gente fazer isso, pois a situação está trágica”, declara.

Prefeitura

Em sua reportagem, o Portal Infornet informa que conversou com o secretário de comunicação de Umbaúba, Joaquim Soares, que informou que a prefeitura possui orçamento para efetuar o pagamento, porém falta dotação na conta de vencimentos e vantagens, responsável pelo pagamento dos servidores e disse que a prefeitura aguarda autorização da Câmara para tirar da conta orçamentária e colocar em outra. “Estamos pedindo que aumentem o limite, pois o valor de tramitação foi alterado pela Câmara para 10%”, disse.

Ao falar ao Infonet, o secretario reconheceu o legitimo direito de manifestação dos professores e ressaltou que essa não é a primeira vez que a prefeitura solicita o remanejamento este ano. “Dinheiro a prefeitura tem, o que a gente precisa é de autorização para tramitar. É um impasse político. Nós entendemos que os professores têm o direito de se manifestar, mas o prefeito não pode fazer o pagamento desse jeito, pois corre o risco de cair na improbidade”, complementa Joaquim.

Ministério Público

Segundo o secretário, nos próximos dias acontecerá ainda uma nova reunião entre a juíza do município, o prefeito e o presidente da Câmara para tentar resolver a situação. Durante essa semana os três poderem já estiveram frente a frente numa tentativa até o momento sem sucesso de resolver esse problema.

INFO: Redação P.A/Infonet-Monique Garcez