As fortes chuvas que caíram no final da manhã dessa terça-feira, 26/05, no município de Umbaúba, região sul do estado, provocou muito medo e causou alguns prejuízos para alguns lojistas da cidade.

Foram cerca de 20 minutos de muita chuva que parecia não acabar mais, provocando medo na população, principalmente para que precisa residir e trabalhar na avenida Benjamin Constant e na Rua Camerino, no centro da cidade. As águas que escorrem pelas duas ruas, que forma a principal e mais longa via de acesso do município, sendo uma extensão urbana da rodovia SE-290, e que deveriam descer na galeria pluvial abaixo das lojas “Lar Jó” e “Moda Stylos” terminou por alagar estas e outras lojas do entorno, causando prejuízo aos comerciantes.  tudo e entrou nas lojas.

Alguns desses pontos comerciais também são as residências do proprietário das lojas ou de outros inquilinos que hoje se viram bastante assustados com a força das águas. Em um dos prédios vizinhos que funciona hoje como garagem, o barranco cedeu com a infiltração do solo e desmoronou aumentando ainda mais o medos dos proprietários e vizinhos do local.

“Eu não consigo mais voltar a trabalhar sossegada hoje sem me lembrar de toda essa água entrando e descendo escada abaixo pela minha loja e pela minha casa. Para piorar, esse barranco desabando, meu Deus, como voltar lá pra dentro sem ter medo”, disse uma das proprietárias de loja que tem a galeria pluvial embaixo do seu piso.

Na loja que fica em frente, os proprietários e clientes ficaram ilhados sem direito a sair da loja enquanto a chuva permaneceu. Contrariados com a situação, conversavam com os vizinho de frente e conclamavam-nos a cobrar providencias.

“Precisamos fazer alguma coisa, precisamos fazer com que alguém tome alguma providencia, pois essa situação não pode perdurar por mais tempo do que esse que já passou. Não podemos esperar que alguma miséria aconteça para que se tome uma providencia”, cobrava outra proprietária de loja.

O Secretario Municipal de Obras e Serviços Urbanos Raimundo Silveira Guimarães (Dinho) esteve no local a pedido de um dos proprietários. Segundo ele (proprietário), o secretário informou que a secretaria já possui projetos voltados para a melhoria daquela área, mas esta captando fundos para a execução da obra que a princípio seria a ampliação.

De Quem é a Culpa? …

Num momento como esse é muito natural que as pessoas, principalmente aqueles que mais foram prejudicados busquem um culpado. Do mesmo modo, é natural que se tenha como resposta que a culpa é pura e simplesmente das chuvas que se mostram acima da média neste ano, mas não é bem assim.

Há uma grande parte da “culpa”, por assim dizer, das falhas das sucessivas gestões ao longo dos anos. O poder público não fez o seu papel de implantar melhorias no pequeno e velho sistema de drenagem que existe ainda hoje do mesmo modelo de quando foi criado, a mais de 45 anos. Para piorar, faltou ainda o cuidado com as construções que surgiram na beirada da encosta que rodeia a grota onde desemboca a água umbaubense.

No contraponto de tudo isso, há a responsabilidade de cada cidadão que constrói em áreas onde visivelmente lhe coloca em risco. Além desse, outro problema que advém da população é a falta de zelo para com as ruas e os bueiros deixando lixo nas ruas, jogando nas encostas e favorecendo o acumulo de água que causas inundações.

Aliado a isso, ai sim tem a participação massiva da chuva que caiu sem parar desde a semana passada e tem sua parcela (mínima) de culpa, mas que não temos a que nem como responsabilizar uma vez que o fenômeno é natural.

Conclusão ..

Desse modo, não há como dizer que só existe um culpado. Diante de tudo isso podemos chegar a conclusão de que houve a falta de planejamento geral, por parte do poder público, por parte da sociedade ao construir nessas áreas que mesmo não estado classificadas como de risco pelos governos, é visível aos olhos populares. É necessário de fato que se tome providencia, de fato.