As pilhas de lixo se acumulam nas esquinas e caçambas de Aracaju Capital sergipana. Segundo a empresa CAVO/ESTRE responsável pela coleta, pagamentos em atraso por parte da prefeitura do município é o motivo pela suspensão do recolhimento. A prefeitura através da Emsurb, por sua vez afirma que os pagamentos estão rigorosamente em dias e com isso essa “Briga do Lixo” pode acabar parando na justiça.

Veja as notas da prefeitura e da CAVO/ESTRE.

Nota Prefeitura

A Prefeitura de Aracaju informa que está em dia com o pagamento relativo ao serviço de limpeza pública na capital.

Segundo o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, Mendonça Prado, a paralisação da empresa Cavo é ilegal e a Emsurb irá utilizar todas as normas estabelecidas em contrato para punir a empresa.

Ainda de acordo com o presidente, as dívidas deixadas pela administração anterior foram negociadas e parceladas em comum acordo entre a empresa prestadora do serviço e o Executivo municipal.

Mendonça não descarta a rescisão do contrato com a Cavo, caso a paralisação permaneça causando transtornos para a população aracajuana.

Assessoria de Relações Institucionais e Comunicação | Empresa Municipal de Serviços Urbanos – Emsurb

Nota Cavo/Estre

“Em consideração a seus funcionários e à população de Aracaju, mais uma vez, a Cavo está fazendo enorme sacrifício para quitar os salários de seus colaboradores, o que possibilitou a retomada parcial da coleta de lixo nesta quinta-feira 9.

A empresa pagou metade dos vencimentos nesta quinta-feira 9 e o restante será pago no próximo dia 15.

A administração municipal de Aracaju se mantém intransigente e recusou novamente, nesta data, a receber a direção da Cavo para negociar os débitos que chegam a R$ 28,4 milhões.

Cabe esclarecer que, ao contrário do que a administração municipal tem divulgado, o pagamento feito em janeiro pela Emsurb representa apenas dois terços do montante devido pelos serviços executados em dezembro e as operações da empresa em outras cidades nada têm a ver com a situação de Aracaju.

Em fevereiro, a Cavo não tem qualquer previsão de recebimento pelos serviços prestados o que, fatalmente, terá impacto, cedo ou tarde, na limpeza urbana da cidade.
A Cavo não se furtará a tomar as medidas judiciais cabíveis para receber o que tem direito.”