Cinco membros da equipa feminina de rugby da Inglaterra pousaram com tudo (ou quase) a mostra antes de embarcarem para os Jogos Olímpicos no Rio. O ensaio foi realizado para celebrar seus corpos que lhes garantiram sucesso na carreira e as possibilitaram chegar ao topo de seu esporte.

Na edição, as lindas mulheres falam sobre a batalha com as questões do corpo – sim, até mesmo atletas profissionais têm eles – e como aprenderam a apreciar seus corpos e entender que  eles foram essenciais para o que elas fazem.

A zagueira Danielle Waterman descreve como ela aprendeu a amar seu corpo forte, musculoso. ”Eu me lembro de sempre tentar entrar no meu vestido de formatura e sempre ficar chateada com a forma como ele deixava meu corpo musculoso, e isso para mim era muito feio”, diz ela.

“Foi o meu irmão, que me disse que, o meu corpo era a coisa que iria me ajudar a alcançar meus sonhos de jogar rugby profissionalmente pela seleção da Inglaterra … Meu corpo é como ele é – 172 m e 67kg de músculos poderosos – por uma boa razão”.

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Na foto da esquerda: Heather Fisher, Amy Wilson-Hardy, Michaela Staniford, Danielle Waterman e Claire Allan (Foto: Saúde da Mulher / John Wright)

A companheira de equipe Claire Allen, 31, descreve como ela trabalhou para construir seu físico. “Eu sou naturalmente magra, e os meus treinadores queria me fazer ganhar peso quando eu comecei”, ela explica.

Ela completa dizendo que “Agora eu levanto pesos e estou muito mais forte e mais poderosa – eu sou uma pedra, mais pesada agora e eu amo minhas panturrilhas. Trabalhar me ajuda mentalmente também e estou pronta para voltar a ele depois de dias de descanso”.

Flanker Heather Fisher, que começou a sofrer de alopecia em 2010, na época da Copa do Mundo de Rugbi, revela como o que ela passou com seu corpo quando ele mudou. “O mais difícil foi que, eu já estava sem confiança quando a minha forma mudou drasticamente, meus ombros encolheram e minhas pernas ficaram maiores. Mas eu não treinar para uma boa aparência; simplesmente para ser eficiente”.

“Em outras palavras, ao invés de focar em nosso ‘falhas’ o tempo todo, temos que agradecer, dar crédito ao nosso corpos por ver do que eles são capazes  de fazer pelo que escolhemos fazer”.