Na semana passada, na sessão de abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Umbaúba, os vereadores aprovaram o Projeto de Resolução Nº 01/2017 que reduziu de duas para apenas uma o numero de sessões ordinárias semanais na casa. O Projeto foi uma iniciativa da mesa diretora sob a alegação de que economia de recursos e a necessidade de diminuir o numero de faltas dos pares da casa.

A provação por parte de 09 dos 11 vereadores converteu-se em total desaprovação por parte da sociedade e uma enxurrada de comentários tomou contas das redes sociais. A maioria dos comentários tratou a iniciativa como absurda e desrespeitosa para com o eleitorado. A sessão onde ocorreu a votação foi acompanhada pelo Portal Alarde que depois conversou com dois dos vereadores que votaram contra e a favor respectivamente.

As manifestações em redes sociais desagradaram a algumas pessoas, incluindo vereadores, mas parece ter agradado a grande maioria da população que começou a se articulara para se fazer presente a primeira sessão ordinária do novo formato que acontece na noite dessa quarta-feira, (15), a partir das 19h15. Receosos da recepção na noite de hoje, os vereadores decidiram internamente revogar a resolução recém-aprovada e retornar com as duas sessões, mas com dias e horários diferenciados. Esta decisão deverá ser oficializada hoje a noite em plenário na casa.

Como era e como será?

Antes da aprovação da resolução Nº 01/2017, as sessões ordinárias da casa aconteciam nas noites de terça-feira e quinta-feira, a partir das 19h15 com tolerância de 15 minutos. Após a mudança, a sessão ficou limitada a uma por semana a ser realizada às quartas-feiras, a partir das 19h15 com a tolerância de 15 minutos.

Agora com a revogação que deve ser anunciada nesta noite de quarta-feira, as sessões voltarão a ser realizadas em dois dias, mas agora nas noites de terça-feira e quarta-feira, a a partir das 18h.

A mudança de horário deve atender uma parte da população que não frequentava as sessões devido ao termino da mesma ser muito tarde, o que acarreta em risco no retorno para casa.

No final das contas resta-nos uma pergunta a fazer: Quem prevaleceu neste caso, o bom senso dos vereadores ou a pressão popular numa demonstração de sagacidade?