A Escola Municipal Adelvan Cavalcante Baptista é uma das mais antigas e tradicionais de Umbaúba. Situada à Praça Anfilófio Viana na entrada da cidade faz parta do paisagismo do local. A unidade conta com um grande e crescente numero de alunos em sua maioria do ensino fundamental menor e maior, mas esse aumento na quantidade de matriculas e o local de suas instalações aliados a sua idade trazem também grandes problemas tendo como o principal a falta de espaço.

Como paliativo a este problema, as três ultimas gestões (principalmente) vem locando espaços pela cidade para a colocação do excedente enquanto se busca uma solução definitiva. A sonhada solução definitiva porém não chegou e os alugueis de espaços continuaram a serem feitos e em locais por vezes curiosos. Imóveis residenciais (casa de morar), galpões, prédio onde funcionava escolinha particular (gestão passada)e agora um prédio onde funciona um Hotel.

Não é necessário dizer que o fato foi considerado “Curioso” e mães de alunos ficaram ressabiadas quanto a escolha do local e conversaram conosco sobre o fato. Nas redes sociais, ultimamente o “Calcanhar de Aquiles” das gestões que se vem debatidas pela sociedade neste ambiente, as criticas tomaram grandes proporções e, em instantes vários comentários foram tecidos sobre o caso. alia-se a isso o fato de que o local recebe também casais para pernoite ou diária quebrada (por hora), o que lhe rendeu um singular epiteto.

As crianças que estudavam em salas apertadas no Adelvanzinho (antigas instalações do colégio Prisma) foram para o prédio principal da Escola Adelvan, no centro e os alunos adolescentes levados para o anexo que, segundo informações foi totalmente isolada na área superior do prédio das dependências do hotel, na área do térreo com a colocação degrades e portões.

No local ira funcionar 04 salas de aula, com aulas em dois turnos (manhã e tarde), num total de 8 turmas e cerca de 240 alunos entre o 7º e o 9º ano; Uma secretaria, dois banheiros para alunos (masculino e feminino) e 01 para professores; uma cozinha e uma biblioteca.

Diante de todas as indagações e afirmações (mesmo que um tanto fortes em alguns casos) resolvemos procuram o secretário de Educação, Joaquim Francisco Guimarães que nos recebeu para sanarmos algumas duvida e levar uma luz sobre esta penumbra que cerca o Adelvazinho.

“Toda mudança causa desarrumação que para uns são boas e para outros são ruins a depender do ponto de vista, mas tudo isso pode ser resolvido com a participação de todos em busca da solução”, disse o secretário ao iniciar sua conversa conosco.

Para o secretário, a decisão de levar o anexo para este local não partiu dele como secretário e nem do prefeito como autoridade maior dentro da gestão, mas da conversar em concordância entre a diretoria da escola e os professores.

“Foi-nos sugerido dois locais, um acima da Felix Material de Construção e este do Hotel Califórnia. A discussão e decisão ficaram a caráter da diretoria da escola e do corpo de professores do anexo que enxergaram por questões técnicas a inviabilidade dos outro local. Estes alunos já sofreram muito em salas quentes e apertadas, a citar, o local anterior onde estava (prédio do antigo prisma) que só possui uma sala que atende as mínimas condições para abrigar uma sala de aula”, ressaltou o secretário.

Joaquim lembrou também que no local já funcionou uma faculdade e garantiu que a segurança do local foi preparada para evitar o contato dos alunos com os hospedes do hotel que continuará a funcionar na área do térreo.

“O local é visto com olhos diferenciados por alguns que não possuem o conhecimento do local e da forma como a decisão foi tomada. Vale salientar que neste mesmo local já funcionou uma faculdade (IFETI) da qual alguns professores nela formados estão hoje no quadro do município. Todas as precações foram tomadas para que os alunos estejam seguros na unidade escolar. Foi exigido que grades fossem colocadas na janela e no grande corredor que dá acesso a sacada evitado acidentes. Nas escadas, uma grade e um vigilante garantirão a separação dos alunos dos hospedes e a proteção dos mesmos. Tanto eu como alguns coordenadores de educação utilizamos o local para nossas refeições e não vislumbramos nada que desabone o local. Não estamos direcionando os nossos adolescentes, nossos alunos para nenhum local onde se pratiquem deliberadamente atos abusivos, pois possuímos profissionais e professores capacitados e compromissados os quais acreditamos fielmente neles”, afirmou Joaquim.

O secretario disse ainda que Conselho tutelar da Criança e do adolescente já foi notificado e que já visitou o local. Procuramos o conselho e conversamos com o coordenador do mesmo que disse ter estado no local na manhã dessa quarta.

Para o representante do conselho o local ofereceria melhores condições se fosse isolada a parte de baixo não permitindo acesso de outras pessoas ao ambiente que dividem o saguão com os alunos devido a localização das escadas e disse que o relatório completo estará sendo enviado ao Ministério Público que deve mandar um representante ao local e dar o seu parecer sobre o caso.

O secretário fechou sua conversa com a reportagem do Portal Alarde convidado os pais de alunos a irem levar seus filhos na escola e visitar o local para tirarem suas conclusões diretas de forma livre de comentários que ele classificou como descabidos e partidarista e os quis ele repudiou.

A sociedade ativista, mesmo que de forma às vezes abrupta, é hoje uma realidade constante nas discussões de politicas sociais e nas decisões tomadas pelos gestores, quer sejam através dos conselhos sociais, que sejam através das redes sociais aonde a liberdade de expressão as vezes chegam ao extremo limite, mas que se fazem ouvir de qualquer forma e que deve a cada dia ser levada mais e mais em conta quando se for tomar uma decisão. Essa é uma nova realidade a qual as gestões ainda estão preparadas para absorver, mas que devem aprender rápido uma vez que não se pode e nem se deve fugir ou desvalorizar a opinião social.

O problema da superlotação na Escola Adelvan Cavalcante já se arrasta por mais de 20 anos e nada definitivo foi feito, prolongando a problemática que pioram com a falta de espaço horizontal tendo como única alternativa a verticalização dispendiosa, mas necessária. Resta saber por quanto tempo permanecerá assim, sem solução aplicando aos alunos as agruras das totatividades.