Uma matéria publicada no Jornal Cinform, impresso que circula na maioria dos municípios sergipanos esta chamando a atenção de vários políticos e principalmente dos eleitores que estão ainda em fase de escolha dos seus representantes para esta campanha e consequentemente para os próximos quatro anos de governo em 31 dos 75 municípios sergipanos.

A matéria trata do termo “Campanha Franciscana” que vem sendo muito utilizada nesta eleição. Os motivos para o uso do termo seria a falta de bens declarados de pelo menos 37 candidatos envolvidos na disputa eleitoral deste ano, o que dá a entender que estes estejam utilizando apenas os serviços (além de bens e dinheiro) provenientes apenas de doações unitárias de eleitores. A justificativa talvez esteja agregada ao fato de ter sido encurtado o tempo de campanha e principalmente a proibição das doações de empresas a estes políticos para uso em campanha.

A coisa é bem simples:

Quando o candidato envia a justiça eleitoral seus dados para registro de campanha, deve enviar também uma declaração chamada “Lista de Bens” na qual ele declara o que possui a exemplo de, Imóveis, Automóveis, Dinheiro em Conta Bancária ou em Espécie, participação em empresas, ou seja, tudo o que realmente cada candidato possui. Pois então, em um universo de 233 candidatos em todos os municípios do estado. É de se espantar que 37 deles não possuam nada.

Algumas das situações são mais interessantes ainda como é o caso de Negão (PSC), candidato por de Carira, sertão sergipano. Segundo a reportagem, o fato do mesmo já ter sido prefeito supostamente o tornaria na época, dono de um salario razoável e assim facilitaria aquisição de algum bem por sua parte.

Outro caso a chamar a atenção da reportagem do Cinform municípios foi o do candidato Humberto Maravilha (PMDB) de Umbaúba. Para a reportagem, o caso dele é de “vida de aparências”, pois ele também, nada teve a declarar a justiça, apesar de se contradizer nos seus discursos de palanque.

Em Boquim, região sul do estado, o inacreditável se fez ainda mais ridículo, quando os dois únicos candidatos na disputa nada possuem perante a lei eleitoral. Eraldo cdo Cabeça Dantas (SD) e Jean Carlos (PSD) São “Pobres, Pobres, Pobres”, ao menos foi assim que se declararam a justiça.

Declarações

A declaração de bens é a forma encontrada pelo TSE de comparar a evolução dos bens durante o mandato de candidatos que por ventura venham a ser eleitos.

É extremamente importante que os eleitores fiquem bem atentos a estas “Boas Almas”, que abnegadas de riquezas materiais, não venham em caso de vitória em suas campanhas, por Sinecura, obter benesses que os tornem novas “Divites Illos”. Os eleitores ficarão de olhos bem abertos para ver se sinais de de Riquezas externas aparecerão de repente na vida desses “Pobre Políticos”.

LISTA DE CANDIDATOS POBRES

Amparo do São Francisco, Nitinho – PSB

Aquidabã, Mylena Rocha – PcdoB

Boquim, Eraldo do Cabeça Dantas – SD e Jean Carlos – PSD

Canindé do São Francisco, Marinho – PSC

Carira, Negão – PSC

Carmópolis, João Silva – REDE

Cedro de São João, Neudo Alves – DEM

Cumbe, Marcelo Moraes – PSD

Divina Pastora, Cabelinho – PSB e Franci de Showriça – PSC

Estância, Titó – PPL

Gararu, Elizabeth – PSC

Itabi, Genisson de Zélia – PSC

Japaratuba, Manoel Pedreiro – PSOL

Macambira, Roberto de Pacheco – PSD

Malhada dos Bois, Sandra do Projeto – SD

Nossa Senhora da Glória, Ciane Irmã de Jairo – PRB

Nossa Senhora das Dores, João Marcelo – PSDB

Nossa Senhora de Lourdes, Adiclei França – PRB

Pedrinhas, Domingo de Gonzaga – PSB

Pirambu, Elinho – PSC

Porto da Folha, Rita de Manoel de Rosinha – PT

Poço Verde, Luiz Américo – PRB

Propriá, Luiz Chaves – REDE

Riachão do Dantas, Nelson Araújo – PPL

Ribeirópolis, Vaninha de Cajueiro – PROS

Salgado, Heraldo Antão – pv

Santa Luzia do Itanhy,  Adauto Amor – PSD

Santo Amaro da Brotas, Dadau – PSB

Umbaúba, Humberto Maravilha – PMDB