O Tribunal de Contas do Estado (TCE) continua com equipes no interior do Estado analisando contratos firmados entre 22 prefeituras e cerca de sete entidades do terceiro setor, que apresentam suspeitas de lavagem de dinheiro, atos de improbidade, corrupção ativa e corrupção passiva e outros crimes de natureza tributária.

De acordo com informações do diretor de Controle Externo de Obras e Serviços do TCE, Adir Machado, em 10 municípios a equipe técnica daquele tribunal atende a diligências solicitadas pelo Ministério Público Estadual e nos outros 12 as visitas são fruto dos trabalhos iniciados no final do ano passado, que as equipes não tiveram tempo de fazer a analise minuciosa de todas as suspeitas que foram surgindo em decorrência dos contratos analisados com as entidades do terceiro setor e outras prefeituras já investigadas.

Há nestes contratos, segundo análise do diretor Adir Machado, situações que apresentam indícios de variadas ilegalidades, que podem caracterizar ato de improbidade administrativa, lavagem de dinheiro e até crime de corrupção ativa e passiva. As suspeitas revelam, conforme Adir Machado, que os gestores tentaram burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal terceirizando o pagamento da folha de pessoal por meio dos contratos com as entidades do terceiro setor.

Adir Machado destaca a existência de saques de dinheiro na boca do caixa, quando os recursos deveriam ser movimentados por meio de cheques ou transferências bancárias. Movimentação que despertaram a equipe técnica para uma possível lavagem de dinheiro. Nestes casos específicos, os contratos também estão sendo investigados pela Polícia Civil.